Muita gente ainda se lembra do
vídeo da garota revoltada com a empresa Tickets for Fun, porque não conseguia comprar ingressos para o show do U2. Na época, muita gente riu, e muita gente fez da garota alvo de piada. Mas, neste dia de hoje, em que eu mesma estou com um problema interminável com a mesma empresa, gostaria de lembrar o dia Mundial da Voz. Que me desculpem os fonoaudiólogos, mas deveríamos usar esta data (20/04) para lembrar que nossa voz é muito mais do que o som produzido pela vibração das cordas vocais.
Já diziam nossas avós: "quem tem boca vai a Roma". Mas aqui no Brasil temos a cultura de que quem reclama é chato. Afinal, somos o país tropical, do futebol, calor, praia e mar. Então, deixemos disso, e toquemos a vida, 'num' é? De minha parte prefiro ser a chata satisfeita. Acho que é devido a esse tipo de comportamento que cada vez mais, algumas empresas acham que podem não apenas desrespeitar direitos, mas fazê-lo tirando sarro da nossa cara e apontando o dedo para nosso nariz.
Claro, tem muita empresa de olho em redes sociais, monitorando a própria imagem, uma vez que elas se tornaram mais uma ferramenta para demonstrarmos insatisfação e, mais: propagam informações (boas e más) na velocidade da luz.
Tudo isso para dizer que, se temos tantas ferramentas à diposição, por que ainda tomamos 'chapéu'? Que tal usarmos nossa voz e nos fazer ouvir? Mesmo que isso signifique não comprar um produto que você tenha gostado, só porque a loja já magoou você. É, a expressão é essa mesmo. Porque quando você consome algo, e dá errado, os sentimentos de frustração e decepção tem tudo a ver com mágoa.
Em um exemplo pessoal, comprei recentemente um produto pela Etna online, e tive problemas com cumprimento do prazo de entrega. E eu já havia tido problemas com a loja em outra ocasião. Se eu já comprei com eles duas vezes e tive problema nas DUAS vezes, para que vou me submeter de novo? Simples, não compro mais lá, mesmo que eventualmente eu veja um produto que muito me interesse. Vou comprar na concorrência (Tok & Stok) porque lá já comprei muitas vezes mais e NUNCA tive problemas. Isso se chama coerência, e é o que todos deveríamos ter porque, no final, eu, você, o atendente de telemarketing, o diretor, e o vendedor, somos todos consumidores de alguma coisa, não?
Tickets for Fuck em...
...como tratar mal o cliente em uma lição
(Um capítulo especial porque, afinal, eles merecem!)
Em 16/02/2012, comprei ingressos para o torneio de tênis "Brasil Open", para jogos de 17/02/2012, através do site da Tickets for Fuck e, devido a promiximidade do evento, a única maneira de ter acesso ao ingresso, era a retirada na bilheteria.
Na ocasião, além dos R$ 25 do ingresso, paguei R$ 5 de taxa de conveniência, e outros R$ 8 de taxa de entrega para um ingresso que seria retirado na bilheteria do local do evento.
Sem contatar a empresa, chequei diretamente no Procon se esta taxa de entrega não seria abusiva, uma vez que retirei os ingressos na bilheteria. Fui informada pelo órgão de que seria solicitada a devolução deste valor.
Pois bem, hoje, dois meses depois da compra,e sem ter feito nenhum contato telefônico com a empresa, decidir ligar para o SAC da Tickets for Fun para saber a quantas anda. Aí fiquei sabendo que:
1º: No SAC por teletone, eles não conseguem rastrear protocolos de reclamações feitas pelo SAC e-mail.
2º: Eles não conseguem encontrar meu CPF no cadastro deles, embora eu tenha cadastro no site, e tenha realizado a compra através do site.
3º: A atendente me informou que a "taxa de entrega" é, na verdade, uma "taxa de bilheteria", embora eu saiba ler, e tenha lido bem claro, no site a expressão "taxa de entrega". Ela, porém, insistiu em dizer que eu não sei ler.
4º: A referida "taxa de bilheteria" que a atendente insiste que eu não soube ler, e que, segundo ela, está especificada no site, vem a ser uma taxa para impressão do ingresso, embora ele tenha que ser impresso de qualquer maneira, mesmo que eu o comprasse na bilheteria (sem pagar nenhuma taxa, aliás).
Posto isso, gostaria ainda de ressaltar que eu sempre compro ingressos por outro site, chamado
Ingresso Rápido, que além de ser muito bom, prático, rápido e eficiente, não me cobra nenhuma taxa. Continuo com o processo contra a
Tickets for Fuck no Procon, esperando uma solução, e sabendo que com ela, eu não faço mais negócio.
***Foto: Stock.xchng